
Nascemos todos sabendo viver a vida, sem pedir muita coisa em troca, pois naquele breve momento que perdura a nossa infância, sabemos exatamente o que queremos, “ser feliz”. Não sabemos dizer ao certo quando essa certeza acaba, quando nos damos conta, já não somos mais tão otimistas, e duvidamos do futuro, por que o nosso presente também é duvidoso, e na tentativa desesperada de encontra alguma resposta para está loucura que nos consome pouco à pouco, pedimos para que o passado volte e traga consigo toda aquela certeza e proteção que tínhamos.
Quando criança, trazemos algo conosco que maquiar o mundo e o modo de como vemos ele, a nossa inocência (ou seja, a total falta de maldade em nós) apresenta um lugar lindo, onde não temos o que temer e nem por que não querer estar aqui. Só que esta coisa chamada inocência, que nos permite achar esse lugar agradável, é mais sensível que o mais raro dos cristais, e como eles também não há concerto quando quebra.
A perda desse pincel mágico nos expõem ao que é de verdade o mundo, e ao questionário de duvidas que vem com ele. Para alguns de nós essa passagem acontece muito cedo e de modo muito doloroso, para outros acontece com mais suavidade, quando sentem que não precisam mais de tanta proteção, de todo modo esquecemos como apreciar a beleza da vida, pois não temos mais em mãos o pincel que dá tons de alegria a todos os nossos passos.
Mas o fato de que temos este pincel em mãos, não quer dizer que as cores não estejam ali para serem observadas e até mesmo usadas, e por mais que esta nova forma de ver tudo seja difícil, isso não nos dar direto a quebrar o pincel de outro alguém, pelo simples fato “aconteceu comigo”, pois todo isso tem uma forma natural de ir e vim.
E a vida maquiada ou não estar ai, com uma única instrução no rotulo: VIVA